Helen Drumond

amigo03

Enquanto é noite

Segura minha mão, amor, que tenho medo e estou só.
Cansei, amor, de fingir coragem, sou frágil.
Segura minha mão.
A noite engole meu riso e as lágrimas podem correr livres,
É tão mansa a noite, tão amável e companheira.
Vem comigo, amor, que estou só, mas vem agora,
No instante em que a noite me permite confessar meus medos.
Vem antes que o riso volte á minha boca
e ela finja ser o que não sou e a todos engane.
Vem, amor, segura minha mão e fita-me nos olhos
que, eu de ti, não fugirei agora.
Mas nada posso prometer, amor, depois que o sol engolir a lua
E eu for novamente aquela que todos vêem,
a que tem as mãos vazias das tuas.

Helen Drumond