Estilhaços

Cacos

 

Quebro o silêncio como quem quebra espelhos
E vai suportando os cortes dos cacos…as dores
Quebro o silêncio sem dizer palavra
E vou causando reflexo, vendo faces espalhadas

Grito para dentro esse teu nome amado
E essa constante presença se anuncia e ecoa
Fazendo um sorriso de cortes, destroçado
Na face que o tempo faz marcada

Assim, quietude e turbulência convivem
E sobrevivo porque aceito as quebras, as dobras
E o peso arrefece porque além deste mar
Tua presença permanece em ondas.

Sônia C. Prazeres